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  PRÓPOLIS

 

 
Descrição

O processo de elaboração da própolis inicia-se da seguinte maneira:
As abelhas captam, extraindo de diversos lugares e locais (arvores, arbustos, flores, brotos e troncos) uma substância resinada chamada própolis.
As abelhas carregam a própolis em suas patas traseiras para suas colméias onde é combinada com uma outra substância produzida pelas abelhas o "beewax".

Esse material produzido pelas abelhas operárias é usado como um selante e esterilizador da colmeia.
Esta combinação tem propriedades antibactericidas e produzem efeitos fungicidas que servem para proteger a colméia contra doenças e agentes climáticos.
A própolis em seu atual estado bruto na colméia, serve também para impedir o surgimento de bactérias como o
Bacilus larvas que é fatal para as abelhas.
Isso significa que a própolis é uma substância vital na colméia, agindo como um importante sistema de defesa da comunidade.

A própolis para consumo humano é extraida de colméias construídas de madeira, onde o produto bruto, em seguida sofre um processamento secundário para a remoção do beewax e outras impurezas antes de ser aproveitado para os mais diversos fins dentro da área homeopática de saúde.

A história do uso da Própolis

A palavra própolis vem do Grego - profissional (antes de) e polis (cidade), referindo-se à observação dos apicultores de tempo antigos que notaram que por diversas as abelhas construiam uma pequena parede de própolis para se protegerem na entrada dianteira de suas colmeias que geralmente ficavam a frente (antes da - cidade) das colonias dos apicultores.

A própolis vem sendo usada pelo homem desde os tempos mais remotos, para vários propósitos e especialmente na medicina por causa de suas propriedades antimicrobianas.
Antigos textos gregos referem-se à substancia como um "curador para hematomas e chagas suporadas", e em Roma, a própolis foi usada como emplastros para os mais diversos fins.

A palavra própolis em dialeto hebraíco é TZORI, eas propriedades terapêuticas de tzori estão mencionadas por todo Velho Testamento.
Registros europeus datados do século 12 descrevem preparados que tinham como sua base principal a própolis para tratamento da boca, infecções de garganta e tratamento de cáries dentárias.

Produção e Consumo

Os maiores produtores de própolis no mundo incluem a China, o Brasil, EUA, Austrália e Uruguai.
São tratadas por mês cerca de 200 toneladas de própolis finais para consumo mundial.
O Japão é um dos maiores consumidores de própolis como complemento alimentar. Na Nova Zelândia o consumo anual de própolis é de aproximadamente 9.9 milhões de doses diárias.

Composição

Pelo Menos 180 compostos diferentes foram identificados até agora na propolis. Uma lista das substâncias encontradas na propolis estão descritas no tabela abaixo.

Classe de Composto

Substâncias encontradas

Quantidade

Resinas

flavonoides, ácidos do phenolicos e esteros

45-55%

Ceras e Ácidos Gordurosos

beewax e elementos de origem das plantas

25-35%

Elemento Essencial Lubrificante

voláteis

10%

Pólen

(16 tipos de proteínas liberam os amino ácidos >1%), arginine e proline juntos 46% de total

5%

Outros elementos orgânicos e refrigerantes

14 traços de elementos refrigerantes. Ferro e zinco os mais comuns; ketones, lactones, quinones, esteróides, ácido do benzoico, vitaminas, açúcares

5%

Elementos ativos farmacologicamente importantes existentes na própolis são as flavonas, flavonol e flavanona (coletivamente chamados de flavonóides), e vários fenólicos.

Flavonóides
Pelo menos 38 tipo de flavonóides são encontrados na própolis, incluindo o galangin, kaempferol, quercetin, pinocembrin, artepean e crisin.
Entre os fenólicos existentes estão o álcool cinnamye, ácido anamico ou fenílico.

A composição química da própolis é bastante variável devido à svariedade de vegetação existente que contém pólen e também as diversas espécies de abelhas cultivadas para a produção da subtância .
Existem cerca de 67 espécies de plantas principais que servem para a extração da própolis, como álamos, alders e bétulas castanha e cinza, vários prunus e salgueiros.
Algumas propriedades da própolis, como os acúcares dependem do metabolismo das abelhas.

A Própolis na Nutrição Humana

A própolis possui um valor nutricional direto, pois compreende pequenas quantidades de proteínas, amino ácidos, refrigerantes e açucares e vitaminas (A, B1, B2, B6, C e E ).
A Propolis está sendo usada por seres humanos como terapêutico, tendo seu quadro farmacológico extendido à grandes áreas da saúde.

Propriedades Terapêuticas - Ação antimicrobiana

devido sua forte ação antimicrobiana, a própolis é utilizada como "antibiótico natural".
Vários estudos realizados mostram que a própolis possui grande eficiência contra microorganismos.

Microorganismos

Comentários

Referência Médica

Bactérias

Bacillus larvas

Destruição

Mlagan e Sulimanovic, 1982

B. subtilis

Destruição

Meresta e Meresta, 1985

Helicobacter pylori

Inibição

Itoh, al do et, 1994

MRSA

Forte Inibição

Grange e Davey, 1990

Mycobacterium tuberculose

Forte Inibição

Karimova, 1975
Grange e Davey, 1990

Staphylococcus sp.

Inibição

Chernyak, 1973

Staphylococcus aureus

Ação Redutora

Kedzia e Holderna, 1986

Streptococcus sp.

Inibição

Rojas e Cuetara, 1990

Streptomyces

Inibição

Simuth et al, 1986

S. sobrinus, mutans, cricetus

Caries dental

Ikeno et al, 1991

Saccharomyces cerevisiae

Cervejeiro levedura

Petri et al, 1988

Escherichia coli

Inibição

Simuth et al, 1986

Salmonella

tratamento em potencial

Okonenko, 1986 e outros

Giardia lambia

efeito positivo

Olarin et al, 1989 e outros

Bacteroides nodosus

Destruição

Munoz, 1989

Klebsiella pneumoniae

Efeito positivo

Dimov et al, 1991

Fungos

Candida albicans

Ação Redutora

Holderna e Kedzia, 1987 e outros

Aspergillus níger

Efeito positivo

Petri et al, 1988

Botrytis cinerea

em fungicidal do vitro

Los Angeles Torre et al, 1990

Ascosphaera apis

Inibição

Ross, 1990

Víroses

Herpes

Inibição em vitro

Sosnowski, 1984

Vírus Do Batata

Eficaz

Fahmy e Omar, 1989

Gripe

Mortalidade reduzida

Serkedjieva, 1992 e outros

doença de Newcastle

vírus afetado em sua reprodução

Al do et De Maksimova-Todorova, 1985

Ação anti-cancerígena

Desde 1992 vem sendo realizados estudos in vitro com a própolis para o combate e inibição do aumento do carcinoma de câncer de útero.

Também houve bons resultados em estudos in vitro com ratos contra células de câncer de ovário, peito carcinoma, câncer de colo, pulmão e de estômago.
A substância reagente já foi isolada na própolis é conhecida como Artepellin C.

Ação anti-oxidante

Estudos datados de 1980 comprovam que a própolis possui um poderoso anti-oxidante natural, que mostra-se capaz de liberar radicais que protegem os lipídios e compostos vitamínicos como o "C" de ser oxidado ou destruído no organismo humano.

É provável que esta oxidação /destruição seja responsável em grande parte por doenças cardiovasculares, artrite, câncer, diabetes, mal de Parkinson e doença de Alzheimer.

Efeitos cicatrizantes e reparadores do tecido humano

A Própolis tem se mostardo um grande estimulante para diversas enzimas do corpo humano responsáveis pelo meabolismo, circulação sanguínea e formação de colágeno, assim como melhorar na recuperação de feridas provocadas opor queimaduras.
Estes resultados satisfatórios neste tipo de tratamentoé devido a presença de uma substância encontrada na própolis (arginine)

Ação anestésica

Alguns agentes contidos na própolis propiciam efeito anestésico.
Isso explica por que a própolis é usada há séculos no tratamento de dores de garganta e feridas de qualquer grandeza.
Também é amplamente utuilizada no tratamento dentário como anestésico em forma de pomadas desde 1984.

Ação no sistema imunológico

Estudos realizados no Japão mostram que a própolis ajuda a aumentar o sistema imunológico dos seres humanos, ativando células imunológicas que produzem citocinas.
Isso ajuda a explicar o efeito que a própolis produz na redução de tumores e também como coadjuvante natural na repressão do vírus HIV.

Ação Cardiovascular

A própolis tem ação redutora na pressão arterial e produz um efeito calmante.
Os Dihydroflavonoides contidos na própolis auxiliam combate à hipertensão e também tem se mostrado eficiente na proteção do fígado contra os efeitos do álcool e tetraclorídricos.

Ação no tratamento dentário

A Própolis também é muito utilizada para tratamentos dentários.
Atuando como uma proteção no esmalte dos dentes, bem como um grande analgésico.
Diluída em água e com seu uso feito através de bochechos, ela reduz o crescimento e promove a prevenção de cáries.
Também é bastante recomendada para o tratamento de gengivites reduzindo as hemorragias e proporcionando ajuda na remoção da placa bacteriana.

Ação no Sistema respiratório

A própolis também mostrou efeitos positivos nos tratamentos de bronquites crônicas, renites alérgicas, faringites, rinofaringolaringites, faringolaringites e formação de catarros, atuando como expectortante natural.

Contra indicações

A própolis não apresenta contra indicações em seres humanos e animais desde que ministrados em quantidade correta.
São raríssimas as reações adversas para o uso da propolis que estão documentadas na literatura mundial, e o produto é considerado pela medicina desde os tempos remotos como um agente muito benéfico para a saúde.



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