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  Graviola  -  Annona Muricata

 

 
Graviola, é uma frutas das regiões tropicais da América com grande aceitação pelas pessoas, principalmente nos países da América Latina.
Sua Origem está nas terras baixas da América Central e Vales Peruanos.

A Venezuela é um dos principais produtores desta fruta com mais de mil hectares plantados.

A graviola é uma árvore de pequeno porte (atinge de 4 a 6 metros de altura), originária das Antilhas e encontrada em quase todos os países tropicais, com folhas verdes brilhantes e flores amareladas, grandes e isoladas, que nascem no tronco e nos ramos. Os frutos tem forma ovalada, casca verde-pálida, são grandes, chegando a pesar entre 750 gramas a 8 quilos e dando o ano todo. Contém muitas sementes, pretas, envolvidas por uma polpa branca, de sabor agridoce, muito delicado e semelhante a fruta-do-conde. Dá um suco delicioso e presta-se muito bem ao preparo de sorvetes e compotas.
Quando bem maduros, têm sabor agradável, podendo ser consumidos em pedaços puros ou polvilhados com açúcar ou calda. Quando verdes, podem ser cozidos e consumidos como legume. São muito utilizados na culinária. Fazem-se também geléias e refrescos.

No Brasil, produz bem em quase todo o território, mas sobretudo na Amazônia, no Nordeste e no cerrado, sendo conhecida por vários nomes: anona-de-espinho, jaca-do-pará, araticum-manso, araticum-grande e coração-de-rainha.

É boa fonte de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, incrementando o cardápio com vitaminas e minerais, bom para a saúde. É ruim para pessoas com caxumba, aftas ou ferimentos na boca, que devem evitar consumí-la in natura, pois sua acidez é irritativa e pode provocar dor.

Pode ser comprada em feiras e supermercados. Se não for para consumo imediato, escolha frutas bojudas de coloração verde-clara opaca, com saliências bem afastadas umas das outras, porém firmes. Se quiser maduras, escolha as que estiverem macias e com as pontas dos espinhos pretas. Para amadurecer em casa, deixe-as em cesto arejado em local protegido da luz até que fiquem macias. Para confirmar se estão maduras pela maciez, pressione a casca levemente, pois se estiverem maduras não resistem e se rompem. Evite as que estiverem com a casca preta, rachadas, moles demais e com sinal de mofo.

Cientistas mexicanos descobriram que as sementes da graviola são um poderoso inseticida que acaba com o mosquito transmissor da dengue, e que inclusive destrói as larvas do inseto.

"Este bioinseticida não só é mais efetivo que os praguicidas tradicionais, mas é resistente à luz e menos agressivo ao meio ambiente", de acordo com os cientistas da Faculdade de Biologia da Universidade de Veracruz, no Golfo do México.

Verónica Domínguez, especialista em biologia molecular dessa universidade, disse que este inseticida natural poderia ajudar nas estratégias mundiais para o controle da dengue.

Após vários testes com extratos naturais e inseticidas químicos comerciais, o grupo de trabalho descobriu o agente contra o inseto nas sementes de graviola.

Domínguez acrescentou que a substância inibe as mudanças morfológicas, detém a metamorfose do inseto e impede que passem para fase adulta.

A especialista disse que os resultados de sua pesquisa mostram que este bioinseticida abre possibilidades para o controle da doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), dois quintos da população mundial correm o risco de ser infectada pela doença, e que mais de cem países foram atingidos por epidemias de dengue ou dengue hemorrágica.

A OMS estima que, anualmente, ocorrem mais de 50 milhões de casos de contágio de dengue e dengue hemorrágica, dos quais meio milhão de são hospitalizados, com cerca de 20 mil mortes.

A pesquisadora mexicana explicou que um dos principais problemas enfrentados pelo homem em sua luta contra a dengue é a resistência desenvolvida pelo mosquito Aedes aegypti aos inseticidas convencionais, assim como a rápida adaptação do inseto a diferentes ambientes.

Por se tratar de uma fruta com riquíssima composição nutricional, a graviola apresenta inúmeras propriedades terapêuticas, podendo ser utilizada em sua totalidade. Aproveitam-se as folhas, as flores, os brotos, os frutos verdes ou maduros. A graviola pode ser utilizada sob a forma in natura, sob a forma de chás, preparada como cataplasmas que são sobrepostos diretamente nas afecções cutâneas e também em cápsulas que contêm os princípios nutricionais desta maravilha da natureza.

Porém, uma das maiores descobertas sobre a graviola foi sua sensacional capacidade de agir contra as células do câncer, mostrando em testes em laboratório um potencial extraordinário.

Dentre as propriedades terapêuticas da graviola pode-se destacar o seu potencial diurético, adstringente, vitaminizante, antiinflamatório, anti-reumático, bem como sua propriedade antiespasmódica, antitussígena e anticancerígena. É boa fonte de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, incrementando o cardápio com vitaminas e minerais, bom para a saúde. É ruim para pessoas com caxumba, aftas ou ferimentos na boca, que devem evitar consumi-la in natura, pois sua acidez é irritativa e pode provocar dor.



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