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   Centella Asiática - Centella Asiática L.

 
 
 

Nome popular: Centela asiática, Cairu-su, Coai-ru-su, Codagem, Pé de cavalo, Acariçoba miúda, erva capitão.
Há muitos anos os habitantes da Índia, África e das Ilhas do oceano Índico utilizavam a centella no tratamento de lesões cutâneas. Mas só a partir de 1941 ficou comprovada a composição química desta planta. O bioquímico francês, Jules Lépine, descobriu que a planta possui um alcalóide que pode rejuvenescer o cérebro, os nervos e as glândulas endócrinas.

Esta planta, conhecida pelos chineses como fo-ti-tieng, é similar ao ginseng e constitui um dos raros estimulantes sem efeitos cumulativos prejudiciais.
Planta que cresce espontaneamente em lugares úmidos e sombreados, é encontrada no leste europeu e também em países da América do Sul como Brasil e Venezuela. Sua origem é cosmopolita. É comum no Rio de Janeiro, e segundo Barbosa Rodrigues a planta cresce espontaneamente nos lugares úmidos e sombrios. No Jardim Botânico do Rio de Janeiro há vários exemplares. É também conhecida na África e na Ásia pelos mesmos nomes vulgares.
É uma planta refrescante, mas amarga e acre, da qual utiliza-se principalmente as folhas.

Mecanismo de ação da Centella Asiática

Princípios ativos: Tanino, matérias resinosas e pépticas.Os constituintes da fração triterpênica da centella atuam normalizando a produção de colágeno ao nível dos fibroblastos, promovendo o restabelecimento de uma trama colágena normal e flexível e conseqüentemente “desencarcerando”as células adiposas, permitindo a liberação da gordura localizada graças à possibilidade de penetração das enzimas lipolíticas. Esta função promove a normalização das trocas metabólicas entre corrente sangüínea e os adipócitos. Esta função é ainda auxiliada pela melhora da circulação venosa de retorno e pela diminuição da fragilidade capilar, que combate os processos degenerativos do tecido venoso.
Também controla a fixação da prolina e alanina, elementos fundamentais na formação do colágeno. Sua ação sobre os edemas de origem venosa orientam o tratamento das celulites localizadas.
Favorece o processo de cicatrização e age sobre fibroses de várias origens.
Apresenta certa ação antiinflamatória. O asiaticosídeo presente na centella tem ação antibiótica e age como cicatrizante de feridas na pele.

Indicação da Centella Asiática

A centella age como um eutrófico do tecido conjuntivo, normalizador da circulação venosa de retorno, tônico, vasodilatador periférico, calmante, antiirritante, refrescante, anticelulítico e preventivo de rugas. Estimulante, diurético, narcótico; usado como estimulante cutâneo, no tratamento de dermatoses, eczemas, manifestações sifilíticas, reumatismo, escrófulas, Lepra. Externamente o infuso é usado no tratamento de úlceras e demais afecções cutâneas.
Como fitoterápico a centella é indicada também em úlceras varicosas, hematomas, rachaduras da pele, varizes e celulite.
Como fitocostmético é indicado no tratamento da celulite e da gordura localizada.

Contra-indicações do uso da Centella Asiática

Não há referência na literatura consultada de contra-indicações do uso da centella.

Duração do tratamento.

O prazo mínimo para renovação do tecido conjuntivo é de três meses. Conforme a extensão da celulite, recomenda-se repetir o tratamento por mais três meses após um descanso terapêutico de 30 dias.

Toxidez do uso elevado de Centella

Em doses elevadas produz sintomas de envenenamento, como atordoamento, vacilações dos membros, enfraquecimento, cefalalgia e sono. É um veneno narcótico, acre, próximo da Cicuta, pelo que a dose deve ser mínima e com cuidado.



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