Edições Natureza © - Todos os direitos reservados. 2.003 - 2.015

 

 

  Hidroterapia

 
 

Um estudo da Universidade de Washington mostra que, a falta de água é o fator nº 1 da causa de fadiga durante o dia.
Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderia aliviar significativamente as dores nas costas e nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses males.
Beber
5 copos de água por dia diminui o risco de câncer no cólon em 45%, pode diminuir o risco de câncer de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver câncer na bexiga.
A água transporta a escória do organismo, como as moléculas de uréia, ainda ajuda a regular a temperatura do corpo. Todos os dias, uma pessoa perde cerca de 800 mililitros de água pela transpiração, além da perda pelo suor, 1,5 a 3 litros escapam pela urina; 0,5 litro se evapora na respiração e, ainda, 200 mililitros dão a consistência pastosa das fezes. Daí o conselho de se beber diariamente 2 a 3 litros de água - ou de qualquer outro líquido. Se o volume perdido não é reposto, a pessoa entra em processo de desidratação, que pode ser fatal. O trajeto pelo estômago e intestino costuma ser mais lento, demorando de 3 a 45 minutos - tudo vai depender de a passagem estar livre ou congestionada por alimentos. Só na porção final do aparelho digestivo, no intestino grosso, o líquido é absorvido. No par de rins, que eliminam as impurezas do sangue e eventuais excessos de sais - a água, mais uma vez serve de veículo, escoando essas substância para fora. "Os rins também são importantíssimos para regular o nível de líquido no corpo".
Os rins filtram diariamente 180 litros de sangue; 99% desse líquido é reabsorvido.
 
A água, tal como o Sol, é muito importante para a vida na Terra. As plantas verdes captam a energia radiante solar e utilizam-na no processo da fotossíntese que transforma, por meio de reações químicas, a água, o dióxido de carbono e sais minerais em compostos orgânicos, que são indispensáveis aos seres vivos como fonte de energia e para constituição e renovação das células.

A fotossíntese liberta ainda oxigênio livre para a atmosfera que permite a respiração aeróbia. Assim, só depois do aparecimento na Terra da fotossíntese se puderam desenvolver os animais. Estes não têm, como as plantas verdes, capacidade para fabricar compostos orgânicos a partir de um ambiente inorgânico e, por isso, nutrem-se de plantas e outros animais, formando-se cadeias alimentares.

Os conhecimentos de biologia permitem afirmar, com pequena margem de incerteza, que a Vida apareceu primitivamente na água, sob formas muito rudimentares. As espécies foram-se aperfeiçoando sucessivamente e algumas delas evoluíram para se adaptar à vida terrestre e aérea.

Nem toda a água absorvida pelas plantas é utilizada na fotossíntese. Uma parte é emitida para a atmosfera, sob a forma de vapor, por transpiração, através de pequenos orifícios das folhas, os estomas. A transpiração das plantas e a evaporação direta da água da superfície do Globo constituem um dos mais importantes fluxos da água e são um elemento regularizador dos climas.

A água é a substância que existe em maior quantidade nos seres vivos. Representa cerca de setenta por cento do peso do corpo humano. Além de entrar na constituição dos tecidos, a água é o dissolvente que transporta as substâncias não aproveitadas pelo organismo. A falta de água provoca a debilidade ou até a morte dos seres vivos.

O homem necessita ingerir líquido numa quantidade diária de dois a quatro litros. Pode sobreviver 50 dias sem comer, mas perece após 4 dias sem água, em média.
 
Introdução:
 
A água tem sido usada desde de tempos imemoráveis como meio terapêutico. Desde de bolsa de gelo e de água quente a piscinas de hidromassagem ou Tanques de Hubbard, a Hidroterapia vem se desenvolvendo nos últimos anos.
A Hidroterapia é uma forma de expandir a profundidade e abrangência das opções de tratamento por parte do fisioterapêuta e melhorar as perspectivas de recuperação para muitos indivíduos.
 
A água é um meio maravilhoso para exercícios e oferece oportunidades estimulantes para os movimentos que não estão dentro dos programas tradicionais de exercícios em solo. Os efeitos de flutuabilidade, metacentro e das rotações fornecem campo para as técnicas especializadas. A turbulência da água pode ser apreciada de uma forma que não é possível no ar, e o peso da água significa que ela pode ser empurrada e utilizada como resistência.
 
Entrar na água um dos dois ambientes disponíveis para o ser humano é uma experiência única. Nela o corpo está simultaneamente sob ação de duas forças gravidade e empuxo que fornece a possibilidade de exercícios tridimensionais, que não são possíveis no ar, e permitem a ocorrência de atividades de movimento sem sustentação de peso, antes mesmo que elas sejam possíveis no solo.
 
Em decorrência da melhor aceitação das vantagens das atividades na água, o número de recursos está aumentando e os Fisioterapeutas estão se tornando mais interessados e habilidosos na aplicação de técnicas e também mais cientes dos benefícios da natação como um complemento do condicionamento e da performance.
 
Novos conhecimentos a respeito da fisiologia da Hidroterapia e novas técnicas utilizando os padrões de movimentos adaptados a água e exercícios aquáticos mais específicos estão assegurando a aceitação crescente da Hidroterapia como um meio de reabilitação com seus próprios méritos.
 
Efeitos Fisiológicos, Terapêuticos e Psicológicos da Hidroterapia
 
A unicidade da água está principalmente no seu empuxo, que alivia o estresse sob as articulações sustentadoras de peso e permite que se realize movimento sem forças gravitacionais reduzidas; desta forma as atividades que não sustentam peso podem ser iniciadas na água antes de serem possíveis no solo.
 
Os efeitos fisiológicos dos exercícios combinados com aqueles que são causados pelo calor da água são uma das vantagens da atividade nesse meio. O resultado da imersão na água é semelhante em adultos e crianças e está relacionado à temperatura do corpo, à circulação e à intensidade dos exercícios, com variações permitidas dependendo do tamanho.
 
Os efeitos terapêuticos da Hidroterapia estão relacionados a:
 
Alívio de dor e espasmos musculares;
Manutenção ou aumento de amplitude de movimento das articulações;
Fortalecimento muscular e treino de resistência (endurance);
Reeducação dos músculos paralisados (espásticos);
Melhora da circulação;
Encorajamento das atividades funcionais;
Manutenção e melhora do equilíbrio, coordenação e postura.
 
Há ainda uma considerável estimulação de percepção:
Visual; Articular; Via proprioceptores cutâneos; Pelo calor.
 
Da mesma forma, do ponto de vista Psicológico, existem muitas recomendações para Hidroterapia, pelo reconhecido efeito sedativo da água quente e o valor do programa de exercícios para pessoas portadoras de doenças mentais.
 
Do ponto de vista humanístico, os significados Social e Psicológico que podem estar associados a Hidroterapia são, sem dúvida, consideráveis, principalmente quando esta se desenvolve em grupos homogêneos, ou até heterogêneos.
 
A pessoa pode nadar ou participar de outra atividade aquática possui uma vantagem social, que a coloca em igual posição em relação a outros membros da família ou sociedade, seja ela deficiente ou não. A habilidade de ser independente na água, de ter habilidades que são impossíveis ou difíceis no solo só pode ter efeitos psicológicos favoráveis e duradouros, que elevam a confiança e a moral, podendo isto ser transferido para a vida em terra.
 
Nossa Abordagem:
 
Neste serviço de Hidroterapia abordamos os seguintes pacientes:
Ortopédicos em geral (Pós-operatórios, pré-operatórios, Entorses, Fraturas, Distensões, Contraturas, Espamos, etc.);
Esportistas (possibilidades de um início de reabilitação precoce devido a diminuição de impactos e consequente diminuição no tempo de recuperação; ideal para protocolos avançados de recuperação); Neurológicos – exceto aqueles com disfunções/ausência de controle intestinal e urinário;
Reumatológicos;
Gestantes – acompanhamento pré e pós-natal;
Cardíacos – quando indicado pelo médico;
Renais – quando indicado pelo médico;
Idosos;
Crianças:
Grupos diversos ( condicionamento físico, etc.)
Tem-se ainda que levar em consideração os efeitos sobre os diversos sistemas do corpo humano.
 
Dentro da água há um aumento do retorno venoso, o que aumenta a função cardíaca, ou seja, o coração recebe mais sangue proveniente dos membros e precisa trabalhar mais para conseguir levá-los para os pulmões; existe então um aumento do trabalho cardíaco. Quando tal fenômeno não é desejado, há ainda a possibilidade de se realizar o trabalho na horizontal, onde se conta com todos os efeitos da água no tratamento, exceto os efeitos da pressão hidrostática, não havendo aumento da frequência cardíaca, e sim uma diminuição desta.
 
Existem ainda os benefícios do condicionamento muscular, que é postulado que enquanto a gravidade é minimizada na água, a viscosidade da água talvez atue oferecendo uma significativa resistência mediada pela velocidade aos movimentos que o indivíduo precisa vencer.
 
Hidroterapia nas Disfunções Endócrino- Metabólicas
 
Introdução:
 
A Hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que tem sido cada vez mais utilizado na área Médica, como um recurso a mais para se obter uma recuperação mais rápida e melhor dos pacientes.
 
Dentre as diversas especialidades Médicas, a Endocrinologia é uma área onde a Hidroterapia foi introduzida recentemente e tem apresentado ótimos resultados na busca pelo bem-estar dos pacientes. Apesar de ainda pouco difundida nesta especialidade, a Hidroterapia pode fazer muito pelos pacientes.
 
Efeitos da Hidroterapia na regulação metabólica:
 
Durante a realização de exercícios ocorre a degradação do glicogênio em glicose no músculo sob o controle dual da Adrenalina-AMP e do Ca++ - calmodulina. O papel deste último é acentuado durante o exercício em decorrência do aumento do Ca++ no retículo sarcoplasmático, assim a liberação de substrato é paralela à ativação da contração.
 
Hormônios com Tiroxina, Cortisol e do Crescimento atuam de maneira permissiva para dar suporte ás ações de outros hormônios durante os exercícios. O hormônio do crescimento e o cortisol também produzem um efeito de "ação lenta" sobre o metalismo dos carboidratos e das gorduras durante os exercícios.
 
A glicose plasmática é mantida durante o exercício pelo aumento da mobilização da glicose hepática, maior utilização dos ácidos graxos livres, aumento da glicogênese e diminuição da captação tecidual de glicose. A diminuição da insulina plasmática durante o exercício controlam estes mecanismos para manter a concentração de glicose.
 
A glicose é captada sete a vinte vezes mais rápido no exercício que no repouso – mesmo com a diminuição da insulina plasmática. O aumento do Ca++ intracelular está associado ao aumento da quantidade de transportadores de glicose que aumentam o transporte de glicose através da membrana.
 
O treinamento provoca a redução das resposta de adrenalina, da noradrenalina, do glucagon e da insulina ao exercício.
 
A realização de exercício aeróbicos na melhora dos controle diabético é bastante conhecida, tanto ao passo que se obtém uma diminuição dos níveis sanguíneos de glicose e podem melhorar a tolerância aos carboidratos, como diminui a necessidade de insulina nos insulino-dependentes.
 
Os exercícios regulares aceleram as adaptações metabólicas e hormonais precoces que aparecem no início da atividade física e contribuem para reduzir as necessidades de insulina.
 
Pesquisas recentes demonstram que os exercícios também aumentam a sensibilidade celular à insulina em todos os indivíduos, por um momento significativo do número de receptores de insulina. Isto é importante no manuseio da síndrome de resistência insulínica, associada com obesidade e diabetes tipo adulto. A redução na secreção dos hormônios antiinsulínicos, tais como catecolaminas e glucagon, após o exercício, pode também aumentar o controle do diabético.
 
Os exercícios podem ajudar a exercer um controle de peso dos indivíduos. Podem melhorar as anormalidades lipídicas frequentemente associadas com diabetes.
 
Estudos epidemiológicos demonstram uma relação inversa entre atividades físicas e doença arterial coronariana.
 
A Hidroterapia pode, além de todos os benefícios citados acima, proporcionar outros benefícios como aumenta da capacidade de trabalho e resistência, aumento da capacidade respiratória resultante de uma elevação no débito cardíaco pela pressão hidrostática e pelo calor da água. Pode ainda melhorar a circulação periférica (vaso vasorium e vaso nervorium) impedindo ou melhorando a presença de vasopatias e neuropatias periféricas.
 
No entanto, ao contrário do que parece, a prescrição de exercícios para pacientes diabético é muito mais complexa do que parece.
 
Quando se tem um diabetes "controlado", ou seja, com glicemia perto do normal, há uma diminuição da glicemia em direção aos valores da normalidade. Porém, quando se tem um diabético que não utiliza uma quantidade de insulina adequada, a realização de atividades físicas prolongadas provoca o aumento da glicemia, o que leva à hiperglicemia. Pode ocorrer ainda a hipoglicemia, que ocorre com pacientes diabéticos que apresentem excesso de insulina no início do exercício.
 
Portanto a atividade física para o paciente diabético precisa ser monitorada por profissionais altamente capacitados e conscientes destas alterações glicemicas que ocorrem em resposta aos exercícios, principalmente os portadores de diabetes tipo I, que precisam manter um programa regular de exercícios em termos de intensidade, frequência e duração, assim como alterar sua dieta e dosagem de insulina.
 
Apesar de todas estas complicações possíveis, não se deve desencorajar o paciente diabético do tipo I a participar de exercícios regulares, pois sabe-se da importância da atividade física na vida do indivíduo e o efeito da atividade regular sobre os fatores de risco de doença coronariana.
 
Como realizar este controle então? Pode-se obter um controle adequado da glicemia através da auto-monitoração rigorosa da glicemia antes, durante e depois do exercício e da variação da ingestão de carboidratos e da dosagem de insulina, seguindo alguns parâmetros.
 
Para o diabético tipo II, que não apresentam as mesmas flutuações da glicemia que os diabéticos tipo I, a prescrição de exercícios é mais simples e não exige a monitoração tão rigorosa da glicemia.
 
Hidroterapia em Neurologia
 
Introdução:
 
A Hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que tem sido cada vez mais utilizado na área Médica, como um recurso a mais para se obter uma recuperação mais rápida e melhor dos pacientes.
 
Dentre as diversas especialidades Médicas, a Neurologia é uma área onde a Hidroterapia já é bastante difundida e seus resultados bastante conhecidos.
 
A questão mais frequente é: "quanto a Hidroterapia é apropriada para pacientes com doenças neurológicas?".
 
A Hidroterapia é um meio efetivo e prático de reabilitação para aquelas pessoas que sofrem de condições neurológicas. Na Europa o uso da Hidroterapia no tratamento de lesões dos neurônios motores superiores e inferiores é muito difundido.
 
Vantagens da Hidroterapia em Neurologia:
 
Diminuição da descarga de peso;
Estabilização de articulações;
Propicia e ortostatismo e marcha;
Estimula equilíbrio e coordenação;
Previne contraturas musculares e deformidades;
Favorece o aumento das amplitudes de movimento direta e indiretamente;
Promove relaxamento muscular / diminuição do tônus;
Diminui edemas e favorece o retorno venoso;
Auxilia a ação de músculos fracos;
Aumenta a força muscular;
Propicia trabalho respiratório, aumentando a expansibilidade, favorece a expiração e aumenta a capacidade vital;
Estimula os movimentos;
Restabelece e estimula as reações de endireitamento;
Reeduca os padrões centralizados dos movimentos, que são rotacionais;
Reeduca os padrões recíprocos de movimento;
Trabalha padrões funcionais de movimento;
Aumenta o condicionamento cardiovascular;
Oferece oportunidade à recreação e socialização.
 
Contra-indicações da Hidroterapia em Neurologia:
Fratura de base de crânio;
Incontinência intestinal urinária;
Pacientes com pressão sanguínea alta, especialmente resultante de TCE;
Pacientes com aneurisma;
Pacientes com lesões abertas e drenantes;
Pacientes com catéteres.
 
Hidroterapia nas Disfunções Cárdio-Pulmonares
 
Introdução:
 
A Hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que tem sido cada vez mais utilizado na área Médica, como um recurso a mais para se obter uma recuperação mais rápida e melhor dos pacientes.
 
Dentre as diversas especialidades Médicas, a Cardiologia e a Pneumologia são áreas onde a Hidroterapia como recurso coadjuvante de tratamento é ainda pouco difundida.
 
Vantagens da Hidroterapia na Disfunções Cárdio-Pulmonares:
Aumento do retorno venoso e do débito cardíaco;
Diminuição da dor;
Aplicação de força externa sobre todo o tórax;
Melhora da flexibilidade;
Melhora a capacidade respiratória;
Trabalho de força dos músculos respiratórios;
Melhora da resistência cardiovascular, melhora da oxigenação sanguínea e da circulação como um todo (inclusive a coronariana);
Melhora da capacidade aeróbica;
Relaxamento muscular;
Diminuição da ansiedade (fator desencadeante da asma);
Melhora da higiene brônquica;
Promove aumento da autoconfiança, prevenindo ausência do trabalho e depressão pela inatividade;
Melhora a sociabilidade.
 
Tipos de pacientes indicados para Hidroterapia:
Portadores de DPOC´s;
Portadores de Fibrose Cística;
Portadores de Coronariopatias;
Portadores de Hipertensão Arterial controlada;
Portadores de Cardiopatias;
Portadores de Valvopatias.
 
No caso especial da Asma, a Hidroterapia pode ser um grande coadjuvante no seu tratamento, mesmo na Asma induzida pelo exercício.
 
São numerosas as causas de Asma induzida pelo exercício, como o ar frio, a baixa concentração de CO2, a alcalose respiratória e, especialmente, a intensidade e duração do exercício. Hoje a atenção está voltada para o resfriamento e ressecamento do trato respiratório, que ocorre quando grandes volumes de ar seco são inalados durante o exercício.
 
Portanto o ambiente úmido da piscina terapêutica é bastante propício para a realização de exercícios físicos para pacientes portadores de Asma, pois permite a inalação de um volume de ar bastante umidificado.
 
Hidroterapia em Reumatologia
 
Introdução:
A Hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que tem sido cada vez mais utilizado na área Médica, como um recurso a mais para se obter uma recuperação mais rápida e melhor dos pacientes.
 
Dentre as diversas especialidades Médicas, a Reumatologia é uma área onde a utilização e eficácia da Hidroterapia já são bastante difundidas e conhecidas.
 
A Hidroterapia na Reumatologia:
Promove relaxamento muscular;
Diminui dor;
Permite a execução dos movimentos sem dor, em toda sua amplitude de movimento normal;
Diminui as forças compressivas intra-articulares;
Diminui inflamações crônicas;
Mantém força e resistência muscular;
Mantém a capacidade funcional do sistema locomotor;
Melhora a capacidade respiratória;
Diminui edemas;
Permite melhora do equilíbrio e coordenação;
Promove socialização do paciente;
Melhora a auto-estima do paciente, melhorando a atitude frente a doença;
Melhora as atividades de vida diária.
 
Hidroterapia na Geriatria
 
Introdução:
 
A Hidroterapia é um recurso fisioterapêutico que tem sido cada vez mais utilizado na área Médica, como um recurso a mais para se obter uma recuperação mais rápida e melhor dos pacientes.
 
Dentre as diversas especialidades Médicas, a Geriatria é uma área onde a Hidroterapia apresenta resultados bastante difundidos no meio Médico, sendo esta utilizada desde os tempos remotos e de diversas maneiras na promoção da saúde do indivíduo idoso, sendo este sadio ou não.
 
O que a Hidroterapia pode fazer pelo idoso?
 
Os princípios da descrição de exercícios para os idosos não diferem muito dos aplicados aos jovens, exceto aqueles princípios que devem ser adaptados devido às restrições causadas pela idade, e são restrições que habilitam os Fisioterapeutas a trabalhar com estes pacientes.
 
O envelhecimento do sistema cardiovascular está quase sempre associado à aterosclerose, o que requer uma abordagem mais especializada quanto à prática de qualquer tipo de atividade física.
 
A Hidroterapia pode atuar, portanto:
Melhorando a capacidade reduzida, com o efeito da pressão hidrostática e pela temperatura mais elevada da água;
Facilitando na execução de exercícios de intensidade moderada;
Facilitando a execução de atividades e movimentos que são difíceis ou impossíveis de serem realizadas fora da água;
Melhorando a capacidade de restabelecer a homeostase;
Melhorando a força e resistência muscular;
Facilitando o trabalho de pacientes com problemas degenerativos nos ossos, articulações e tendões;
Diminui a susceptibilidade destes pacientes à dor e novas lesões;
Melhora o equilíbrio coordenação neuromuscular comprometidos;
Trata de desordens da marcha senil e problemas no aparelho locomotor;
Aumentando a capacidade de auto-suficiência e bem-estar geral;
Mantendo e aprimorando a flexibilidade, coordenação e equilíbrio;
Maximizando o contato social e o prazer pela vida;
Aumentando o controle de peso e da nutrição;
Melhorando a digestão e reduzindo as constipações;
Promovendo o relaxamento;
Aliviando ansiedades, insônia e depressão;
Sustentando o vigor sexual.
 
Hidroterapia na Ortopedia, Traumatologia e Medicina Desportiva
 
Introdução:
 
A expansão da Hidroterapia está evidenciada pela proliferação de novas dependências e programas de Hidroterapia. Embora tradicionalmente a Hidroterapia fosse utilizada no tratamento do doente físico e mental e basicamente nos problemas neurológicos, ela agora vem sendo utilizada em programas de controle da dor crônica, no tratamento de paciente pós-mastectomizados, reabilitação cardíaca, e cada vez mais no meio Ortopédico, Traumatológico e na Medicina Desportiva.
 
Benefícios da Hidroterapia:
 
A Medicina Desportiva, o condicionamento físico, a Artroplastia Articular e os programas de reabilitação de coluna estão entra as muitas áreas da Ortopedia nas quais a Hidroterapia pode promover a pronta restauração da função.
 
A Hidroterapia é benéfica quando se deseja pouca ou nenhuma sustentação de peso ou quando há inflamação, dor, retração e/ou espasmo muscular e limitação da amplitude de movimento, que podem de maneira isolada ou conjunta diminuir a função normal. A Hidroterapia também é uma opção para pacientes que estejam incapacitados d realizar exercícios no solo em razão de cirurgia recente, lesão muscular, tendínea ou ligamentar, lesão neuromuscular ou Ortopédica aguda ou crônica, doença Reumatológica ou deficiência neurológica.
 
Os pacientes relatam que na água os movimentos não só se tornam mais fáceis mas também menos dolorosos, tornando a reabilitação mais rápida.
 
Muitos experimentam aumento do relaxamento, diminuição do espasmo e dores musculares, além de um aumento da amplitude de movimento e força durante as sessões de Hidroterapia.
 
A flutuação do corpo humano na água permite que os pacientes se exercitem mais independentemente durante as sessões, o que o incentiva a assumir maior responsabilidade por sua reabilitação e torna as sessões em grupo uma opção para alguns deles (a terapia em grupo ajuda a estabelecer novas relações sociais além de um compromisso, o que pode dispersar sentimentos de raiva, isolamento, depressão ou ansiedade, que comumente acompanham o processo de doença e recuperação).
 
Benefícios Fisiológicos
 
Após uma lesão, cirurgia ou imobilização, a Hidroterapia facilita o movimento por meio da redução das forças gravitacionais combinadas com os efeitos da flutuação, pressão hidrostática e temperatura mais elevada da água.
 
Flutuação: propicia a redução da ação da gravidade sobre o corpo humano, permitindo a realização de exercícios após uma intervenção cirúrgica ou lesão, quando esta seria dolorosa ou até impossível se realizada fora da água.
 
Também atua provendo estabilização para a coluna ou extremidades que podem estar enfraquecidas em virtude de doenças, cirurgia ou imobilização.
 
A flutuação permite uma posição de conforto, em diversas posições, além de permitir o controle precoce do movimento.
 
A marcha pode ser auxiliada na água, permitindo mais prontamente correções. Correções posturais podem ser feitas com menor esforço e desconforto para o paciente.
 
Viscosidade: a viscosidade da água pode ser utilizada nos exercícios como forma de resistência, quando se visa a melhora do tônus muscular, o aumento de força ou resistência. Pode-se ajustar a resistência através da velocidade do movimento, comprimento e forma da alavanca, a amplitude de movimento e o grau de impulso devido à flutuação.
 
Empuxo: quando o corpo está imerso em líquido, há uma força vertical que o empurra para cima diretamente proporcional ao peso do volume de líquido deslocado, é o chamado Princípio de Arquimedes, ou Empuxo. Ë este fenómeno que permite a diminuição da descarga de peso sobre as articulações.
 
Pressão Hidrostática: o corpo imerso na água sofre pressão desta, esta pressão aumenta de maneira diretamente proporcional à profundidade, ou seja, quanto mais fundo maior a pressão sobre o corpo ou seu segmento. Há então um aumento do retorno venoso das pernas pois estas estão sofrendo maior pressão da água pela profundidade quando o indivíduo está em pé.
 
Temperatura da água: a água aquecida diminui a tensão e dores musculares, proporcionando um ambiente confortável e relaxante para o exercício terapêutico.
 
Psicológicos
 
A reabilitação pode ser bastante frustrante para o paciente, tanto mental quanto emocionalmente. A Hidroterapia pode ser útil como tratamento de lesões onde se estão associadas deficiências psicológicas, aumentando a adesão ao programa de reabilitação pois as pessoas se sentem mais bem-sucedidas na água, pois esta lhes permitiu a execução de movimentos antes não imaginados, ou de movimentos sem dor.
 
A Hidroterapia pode proporcionar variedade e até algum divertimento ao programa de reabilitação, assim o paciente se sente mais confiante na sua recuperação além de tornar algo que poderia ser chato, entediante e dolorido em algo que lhe proporciona muito prazer. Desta maneira sua frequência às sessões é melhor, seu empenho nos exercícios é maior e a sua satisfação é completa.
 
Além destes benefícios, a Hidroterapia oferece ainda diversas vantagens sobre outras técnicas de reabilitação.
 
A flutuação garante suporte e estabilidade às articulações acometidas, além de proporcionar assistência e, progressivamente, resistência ao movimento.
 
A pressão hidrostática também ajuda na estabilização das articulações além de ajudar à diminuir edemas e melhorar a circulação. O aumento da circulação melhora a condição da pele afetada pela cirurgia ou imobilização e acelera a cura ao implementar a nutrição na área lesada.
 
A circulação também é melhorada em decorrência do aumento da temperatura mais elevada da água. Esta temperatura também ajuda à diminuir a espasticidade ou espasmo muscular, estimulando o relaxamento muscular, diminuindo então a dor e facilitando a realização de exercícios de alongamento e fortalecimento, visando a restauração das amplitudes normais de movimento precocemente. Ao permitir o movimento precoce, têm-se uma melhora da circulação, portanto das estruturas lesadas e das amplitudes de movimento. Se reestabelece precocemente a biomecânica articular, permitindo um funcionamento normal da articulação, evitando-se novas lesões, atrofias musculares e formação de fibroses cicatriciais, que limitariam os movimentos normais.
 
Tem-se ainda que levar em consideração os efeitos sobre os diversos sistemas do corpo humano.
 
Dentro da água há um aumento do retorno venoso, o que aumenta a função cardíaca, ou seja, o coração recebe mais sangue proveniente dos membros inferiores(e até superiores) e precisa trabalhar mais para conseguir levá-lo para os pulmões, existe então um aumento do trabalho cardíaco. Quando tal fenômeno não é desejado há ainda a possibilidade de se realizar um trabalho na posição horizontal, onde se conta com todos os efeitos da água senão o aumento da frequência cardíaca, mas sim uma diminuição desta.
 
Existem ainda os benefícios do condicionamento muscular, onde é postulado que enquanto a gravidade é minimizada na água, a viscosidade desta talvez atue oferecendo uma significativa resistência mediada pela velocidade aos movimentos que o indivíduo precise vencer.
 
De uma maneira sucinta, a Hidroterapia na Ortopedia, Traumatologia e Medicina Desportiva atua:
 
Diminuindo a dor;
Mantendo ou aumentando a força muscular;
Mantendo ou aumentando a resistência muscular à fadiga;
Mantendo ou aumentando as amplitudes de movimento;
Melhorando a postura;
Mantendo ou melhorando o condicionamento cardiovascular;
Melhorando o equilíbrio, coordenação e propriocepção;
Diminuindo edemas;
Promovendo o relaxamento;
Promovendo a reabilitação precoce;
Facilitando a execução de movimentos que são difíceis ou impossíveis de serem realizados fora da água;
Diminuindo as forças compressivas nas articulações;
Diminuindo inflamações crônicas;
Mantendo a capacidade funcional do sistema locomotor;
Melhorando a execução de atividades de vida diária;
Melhorando a capacidade respiratória;
Melhorando a circulação sanguínea;
Prevenindo contraturas e deformidades;
Melhorando a sociabilidade

 



Medicina Alternativa®